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ALGUNS TRABALHOS

Estudantes da rede pública discutem solidão e violência simbólica a partir de clássico do teatro brasileiro

 Dirigida por Cléber Lopes, "Há Vagas para Moças de Fino Trato" cumpre dez sessões no Sesi Taguatinga, de 31 de agosto a 4 de setembro, com mediação antes e debate com o elenco depois 


Antes mesmo de entar no teatro, há uma conversa mediada com a turma. Não é aquecimento de elenco: é a primeira parte da programação. E quando as luzes se apagam pela última vez, ninguém vai embora. Atrizes, diretor e equipe técnica ficam para responder ao que a plateia quiser perguntar.

É assim que funcionam as dez sessões do Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro, que ocupa a Sala Yara Amaral, no Sesi Taguatinga, entre 31 de agosto e 4 de setembro de 2026. A obra escolhida é "Há Vagas para Moças de Fino Trato", de Alcione Araújo (1945-2012), na montagem dirigida por Cléber Lopes. As sessões são exclusivas para turmas de escolas públicas, e cada estudante sai com material educativo impresso sobre a peça e o autor.

O projeto volta ao mesmo teatro onde cumpriu temporada em maio de 2025. O laboratório se organizou como iniciativa educativa e passou a construir as ações em torno de três temas que atravessam o texto de Alcione Araújo e a vida de quem está assistindo: liberdade, moralidade e solidão.

A escolha cênica ajuda nesse trabalho. Nesta versão, o público não fica na plateia: senta no palco, a poucos metros das atrizes. Nalu Miranda, Carol Nemetala e Rosanna Viegas atuam no limite entre o que está escrito e o que acontece ali, naquela sessão, com aquelas pessoas olhando de perto. Para um estudante que nunca foi ao teatro, é uma estreia sem proteção nenhuma: dá para ver a respiração, o cansaço, o olhar que escapa.

O som completa o cerco. O músico e pesquisador lisboeta João Lucas assina uma sonorização em quadrifonia que reproduz os ruídos da casa e da rua, a água correndo pelo encanamento, os passos no cômodo ao lado, e acrescenta camadas simbólicas que deslocam a cena para outro lugar. O espectador não observa um apartamento: está dentro dele.

Escrita em 1974, sob a ditadura militar, "Há Vagas para Moças de Fino Trato" é a obra mais cultuada de Alcione Araújo, dramaturgo, roteirista, escritor e um dos intérpretes mais afiados do comportamento brasileiro. A peça acompanha a convivência de três mulheres e o que essa convivência vai produzindo: hierarquia, julgamento, uma violência que não se apresenta como violência porque está diluída na rotina. É exatamente aí que o texto encontra a sala de aula.

"Há Vagas Para Moças de Fino Trato foi escrita há meio século e, ainda hoje, (in)felizmente produz sentido muito similar ao seu contexto político-comportamental original. No discurso, radicalismos negligenciam o respeito e adoecem as individualidades. Comportamentos pautados por premissas, crenças e vivências são defendidos como verdades absolutas, ditos pelo prisma da violência moral. Tudo isso à luz do cotidiano, onde agressões simbólicas são naturalizadas em meio às demandas do dia a dia", afirma o diretor Cléber Lopes.

Lopes persegue esse texto desde o início da carreira. São cinco montagens ao longo de 25 anos, uma especialização concluída em 2011 (FADM) e um mestrado defendido em 2016 (UnB). Cada remontagem incorporou as inquietações do momento em que foi feita, o que ajuda a explicar por que a peça segue produzindo sentido em salas de aula formadas por gente que nasceu três décadas depois da redemocratização.

A aposta do Laboratório é que o estudante não apenas assista, mas analise, discorde e se posicione. Por isso a mediação e o bate-papo são parte da programação, e não um apêndice: todas as dez sessões são precedidas de uma conversa preparatória antes de entrar no teatro e seguidas de debate aberto entre público e equipe do projeto, após o espetáculo. 

A direção de cena é de Nei Cirqueira, que trabalha ao lado de Cléber Lopes para garantir que cada sessão continue fiel aos princípios formulados na pesquisa de mestrado do diretor.

A programação prevê recursos de acessibilidade de audiodescrição e LIBRAS em três sessões. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.


Programação:

Segunda-feira, 31 de agosto — sessões às 15h e 20h.

Terça-feira, 1º de setembro — sessões às 9h30 e 15h.

Quarta-feira, 2 de setembro — sessões às 15h e 20h.

Quinta-feira, 3 de setembro — sessões às 9h30 e 15h.

Sexta-feira, 4 de setembro — sessões às 9h30 e 15h.

Todas as dez sessões são precedidas de mediação e seguidas de bate-papo entre o público e a equipe do projeto. Os estudantes recebem material educativo sobre o espetáculo.


Ficha Técnica

Elenco: Nalu Miranda, Carol Nemetala e Rosanna Viegas

Direção: Cléber Lopes

Direção de cena: Nei Cirqueira

Cenografia e figurino: Roustang Carrilho

Sonoplastia e música de cena: João Lucas

Coordenação de produção: Paula Jacobson

Assistente de produção: Rui Miranda

Monitora / assistente de produção: Nilza Lopes

Coordenação técnica e iluminação: Rodrigo Lelis

Montagem de luz: Davi Marcelino

Operação de luz: Jefferson Landim

Coordenação de acessibilidade: Fernando Rodrigues

Intérpretes de Libras: Celma da Silva Souza e Marcelo Rocha

Mediação educativa: Todo Público

Fotografia: Diego Bresani e Marcos Venicius

Design: Henrique Marinelli

Social media: Lunares Ayla

Assessoria de comunicação: Camila Maxi

Gestão administrativa: C1 Arte e Entretenimento

Assistente administrativo: Gleidson Lopes

Auxiliar de escritório: Vagner Lopes

Apoio: Kacus Martins / Espaço Cultural H2O


SERVIÇO

Laboratório de Narrativas Vivas – Grandes Autores do Teatro Brasileiro

Espetáculo: Há Vagas para Moças de Fino Trato

Local: Sala Yara Amaral – Sesi Taguatinga

Período: 31 de agosto a 4 de setembro de 2026

Sessões exclusivas para turmas de escolas públicas

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

Informações: @C1produtora


Totalmente gratuito, Capital Game Show 2026 transforma Ceilândia e Taguatinga em universo dos games

 Evento reúne desenvolvimento de jogos, inteligência artificial, cultura gamer, educação tecnológica, acessibilidade e experiências interativas no JK Shopping 



O Distrito Federal será palco, entre os dias 25 de agosto e 3 de setembro, do Capital Game Show 2026, evento que propõe uma nova forma de aproximar a população da ciência, da tecnologia e da inovação por meio do universo dos games.

Realizado no JK Shopping, localizado entre Ceilândia e Taguatinga, o evento tem entrada franca e reunirá, durante dez dias, experiências interativas, oficinas, palestras, arenas gamer. Há também exposição de videogames históricos e atividades voltadas à formação tecnológica. “A primeira edição do evento aconteceu no Gama, e um dos principais pilares do Capital Game Show é justamente levar games, tecnologia e inovação para todas as regiões do Distrito Federal”, destaca Jeeffrie Jammes, produtor do evento. “Estamos muito felizes em poder ampliar essa proposta e oferecer agora uma programação diversificada para o público de Taguatinga e Ceilândia”, completa.

Segundo o produtor, um dos principais objetivos do projeto é descentralizar o acesso aos jogos eletrônicos, à tecnologia e às experiências de inovação, levando essas oportunidades para além do eixo central de Brasília e aproximando o universo gamer de diferentes comunidades do DF.

A iniciativa é realizada em parceria entre a sociedade civil, o Instituto Conexão, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (SECTI/DF) e o Governo do Distrito Federal, dentro de uma proposta que utiliza a cultura gamer como ferramenta de educação, inclusão digital, estímulo à criatividade, formação de novos talentos e fortalecimento da economia criativa.

O projeto está inserido no eixo de Ciência, Tecnologia e Inovação e busca democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico, aproximando crianças, adolescentes, jovens, adultos e famílias de áreas que estão transformando a sociedade e o mercado de trabalho.


Tecnologia na prática

Durante dez dias, o público poderá vivenciar uma programação que combina entretenimento, educação e inovação. Entre os destaques estão o Museu do Videogame Retrô, oficinas de desenvolvimento de jogos, palestras sobre tecnologia e inovação e diferentes arenas interativas.

O Museu do Videogame apresenta a evolução dos consoles e das tecnologias digitais desde as primeiras gerações até os equipamentos contemporâneos, permitindo ao visitante conhecer a transformação do hardware, do design, da conectividade e da própria cultura gamer.

A experiência também se estende às oficinas de desenvolvimento de jogos, que introduzem os participantes ao processo de criação de games, trabalhando conceitos relacionados a lógica, design e programação. A programação prevê 10 turmas e capacidade para 100 participantes, com certificação para os participantes das atividades formativas.

O evento também terá palestras diárias sobre temas relacionados à transformação tecnológica e à indústria digital, incluindo evolução dos games, inteligência artificial, desenvolvimento de jogos, streaming, segurança digital, cloud gaming, realidade virtual e aumentada, tecnologias conectadas e novas profissões.


Novas profissões e acessibilidade

Um dos principais objetivos do Capital Game Show é apresentar aos jovens um universo de possibilidades que existe por trás dos jogos. A indústria de games reúne profissionais de diferentes áreas, como programação, desenvolvimento de software, design, arte digital, animação, audiovisual, produção de conteúdo, inteligência artificial e empreendedorismo digital.

O projeto conta com recursos de acessibilidade, incluindo rampas de acesso, intérpretes de Libras, comunicação acessível e recursos tecnológicos adaptados para pessoas com deficiência. Um dos destaques será a utilização de um PlayStation 5 equipado com o controle adaptado PlayStation Access, permitindo que pessoas com mobilidade reduzida tenham acesso à experiência gamer. A proposta é garantir que o evento seja um ambiente de participação, convivência e acesso democrático à tecnologia.


Serviço

Capital Game Show 2026

25 de agosto a 3 de setembro de 2026

Das 10h às 22h

No JK Shopping – entre Ceilândia e Taguatinga/DF

Entrada franca

Classificação livre


Missão Inclusiva leva games, tecnologia e acessibilidade para pessoas com deficiência

Projeto gratuito no Gama reúne palestras, oficinas de criação de jogos e arenas com realidade virtual, consoles, simuladores de corrida, Just Dance e games retrô

Durante cinco dias, o universo dos jogos digitais será utilizado como ferramenta de inclusão, aprendizado e participação social no Gama. Entre os dias 17 e 21 de agosto, o Centro de Ensino Especial 01 do Gama recebe o Missão Inclusiva, projeto gratuito que promove uma programação educativa, cultural, social e tecnológica especialmente voltada aos alunos: crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência.

Com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa do Instituto Anjos Games em parceria com o Governo do Distrito Federal pretende atender diretamente cerca de 500 pessoas com deficiência, oferecendo experiências adaptadas e acessíveis com tecnologia, jogos digitais e inovação. A programação será realizada das 8h às 17h, com atividades planejadas para estimular a criatividade, o desenvolvimento de habilidades, a autonomia e o interesse por ciência e tecnologia.

Ao longo do período, o público poderá participar de palestras, oficinas de desenvolvimento de jogos digitais e arenas interativas, com equipamentos, softwares e recursos pensados para ampliar a acessibilidade. Entre as ferramentas previstas estão controles adaptados, personalização de comandos, legendas, audiodescrição e outras tecnologias assistivas.

Para Lucas Vinícius, presidente da Anjo Games e coordenador-geral do projeto, a proposta vai além do entretenimento e busca mostrar como os games podem contribuir para a educação e para a inclusão. “Mais do que proporcionar momentos de lazer, o projeto utiliza os games como uma poderosa ferramenta de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, estimulando habilidades como raciocínio lógico, coordenação motora, trabalho em equipe, criatividade, comunicação e resolução de problemas”.


Da tecnologia assistiva aos jogos digitais

Um dos destaques da programação serão as palestras “Tecnologia Assistiva e Inovação: Caminhos para uma Educação Mais Inclusiva”. Serão realizadas duas apresentações por dia, uma pela manhã e outra à tarde, com duração de 60 minutos. O sistema de rodízio dos estudantes pelo auditório permitirá que diferentes grupos tenham acesso ao conteúdo de maneira equilibrada.

As palestras abordarão como ciência, tecnologia e inovação podem contribuir para o desenvolvimento de ferramentas capazes de ampliar as possibilidades de aprendizagem e participação de pessoas com deficiência. Também serão apresentados exemplos de recursos digitais, aplicativos acessíveis e estratégias pedagógicas inclusivas, destacando a participação de professores e famílias no desenvolvimento acadêmico, social e emocional dos estudantes.

A programação também contará com 10 oficinas práticas de desenvolvimento de jogos digitais, realizadas com a plataforma Construct. As atividades terão duração de 60 minutos por turma e deverão atender aproximadamente 100 participantes. De forma adaptada e acessível, os alunos terão contato com conceitos básicos de lógica de programação, design de jogos, criatividade e construção de narrativas.


Arenas de games 

Outra atração do Missão Inclusiva será o conjunto de arenas tecnológicas e interativas. A proposta é permitir que os participantes experimentem diferentes modalidades de jogos em ambientes preparados para receber pessoas com diferentes necessidades de acessibilidade.

Na Arena Just Dance, música e movimento estarão no centro da experiência, com uma atividade voltada à diversão, à interação social e à prática de atividades físicas. Já a Arena Corrida contará com um cockpit de simulador, proporcionando uma experiência de automobilismo virtual com jogos de corrida.

A Arena Console reunirá jogos atuais e controles adaptados para pessoas com deficiência, enquanto a Arena PC Gamer oferecerá computadores de alto desempenho para experiências com jogos competitivos e cooperativos. Arena Retrô e Museu apresentará consoles clássicos, jogos icônicos e conteúdos relacionados à história dos videogames. O espaço contará ainda com recursos de acessibilidade e QR Codes com conteúdos visuais e auditivos.

Completando a programação, a Arena de Realidade Virtual (VR) proporcionará experiências imersivas, ampliando o contato dos participantes com diferentes possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais.


Acessibilidade como parte da experiência

A estrutura do projeto foi planejada para contemplar diferentes dimensões da acessibilidade, incluindo aspectos físicos, comunicacionais e atitudinais. Entre as medidas previstas estão rampas de acesso onde necessárias, vagas reservadas, intérpretes de Libras, comunicação acessível, tecnologias assistivas e capacitação da equipe para um atendimento humanizado.

A proposta é garantir que os participantes possam vivenciar as atividades com autonomia, dignidade e segurança, independentemente de suas necessidades específicas. O Missão Inclusiva está alinhado à Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), à Lei de Acessibilidade (Lei nº 10.098/2000), ao Decreto nº 37.843/2016 e à Portaria SECTI nº 117/2023.

SERVIÇO

Missão Inclusiva

De 17 a 21 de agosto, de segunda a sexta-feira

Das 8h às 17h

No Centro de Ensino Especial 01 do Gama - Setor Central EQ 55/56 – Gama

Entrada gratuita

Informações: www.instagram.com/missao_inclusiva 


Clima de quadrinhos marca a estreia do filme Manual do Herói nos cinemas

Dirigido por Fáuston da Silva, comédia de ação premiada no Festival de Brasília mistura humor e ficção científica em uma aventura imperdível

Enquanto Homem-Aranha: Um Novo Dia reacende o entusiasmo do público pelos super-heróis nas telonas, o cinema brasileiro apresenta seu próprio defensor. No dia 13 de agosto, estreia nacionalmente Manual do Herói, filme dirigido por Fáuston da Silva que transforma Ceilândia, no Distrito Federal, no cenário de uma aventura repleta de ação, humor e fantasia, protagonizada por um herói que descobre que "ser herói não é poder. É querer." 

Distribuído pela O2 Play e coproduzido pela Esmero Filmes e Hoje Filmes, o longa-metragem, dirigido e roteirizado por Fáuston da Silva, do premiado curta Meu Amigo Nietzsche, apresenta um universo original que dialoga com os quadrinhos, mas constrói uma identidade genuinamente. “Uma das perguntas que deram origem a Manual do Herói foi: como transportar para o Brasil uma mitologia tão ligada aos quadrinhos urbanos americanos? A partir daí, nosso esforço foi imaginar como esse universo poderia ganhar sotaque, ritmo, humor e contradições brasileiras”, explica o diretor. “Em vez de importar Gotham ou Nova York, a gente parte de Brasília e, mais especificamente, de Ceilândia, que funciona um pouco como o nosso Bronx: um território periférico, vibrante, cheio de identidade, tensão, cultura e personagens coloridos que parecem prontos para saltar de uma página de quadrinhos”, completa.

Roteiro e festivais

Durante um assalto, Agnus recebe um livro misterioso: o Manual do Herói. Ao mergulhar em suas páginas, encontra um mundo em ruínas, onde o pacto entre vilões e omissos ameaça consumir o que ainda resta de virtude. Entre desafios sobrenaturais, descobertas pessoais e grandes confrontos, o jovem precisa decidir se está disposto a assumir um papel capaz de transformar não apenas seu destino, mas o de todos ao seu redor.

Muito além de uma homenagem ao gênero dos super-heróis, Manual do Herói reinventa seus códigos a partir da realidade brasileira. A narrativa traz referências à cultura urbana, às periferias do Distrito Federal e à ancestralidade indígena, criando um universo inédito dentro do audiovisual nacional. 

O protagonista Agnus é interpretado por Eduardo Ydiriuá, vencedor do prêmio de Melhor Ator no 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro por sua atuação no filme.  Segundo ele, não tem como público não se identificar com o personagem. “Ele está na correria de todos os dias. É focado nos estudos, no trabalho, com problemas em casa e fora de casa”, descreve o ator, que nasceu em Samambaia, e é descendente do povo indígena Karajá, do Pará. “Todo mundo tem um herói dentro de você. Ser herói não é só ter superpoderes. É ser como o Agnus, que levanta de madrugada e vai dormir de madrugada, tentando balancear a vida profissional e a vida pessoal mesmo sendo muito jovem”, resume.

A produção também integrou a seleção oficial da 4ª OJU – Roda Sesc de Cinemas Negros e da Mostra de Cinema Rolê 22, consolidando seu reconhecimento antes mesmo da estreia comercial.

Além de Eduardo Ydiriuá, o elenco reúne Elaine Amaro, Aline Araújo, Lila Kamayurá, Pablo Magalhães, Luiz Senna, Lino Ribeiro, João Gott, Luana Wernik e Fabrizia Posada, formando um conjunto de personagens que amplia as possibilidades desse universo ficcional, concebido desde sua origem com potencial para futuras continuações. Há também participações especiais de Bruno Torres e Sérgio Sartório.

Manual do Herói conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Lei Paulo Gustavo.

Sobre o diretor

Fáuston da Silva é cineasta, roteirista e produtor brasiliense, formado em Audiovisual pela Universidade de Brasília (UnB). É diretor de Meu Amigo Nietzsche, um dos curtas-metragens mais premiados da história do cinema brasileiro, com mais de 100 prêmios e reconhecimentos em importantes festivais ao redor do mundo, incluindo o Festival de Brasília, Clermont-Ferrand, na França; e o Festival de Sapporo, no Japão. Ao longo da carreira, dirigiu também filmes como O Balãozinho Azul e A Terra em que Pisar. Manual do Herói marca sua estreia na direção de longas-metragens.

Ficha Técnica

Título: Manual do Herói

Direção e Roteiro: Fáuston da Silva

Produção: Esmero Filmes e Hoje Filmes

Distribuição: O2 Play

Elenco: Eduardo Ydiriuá, Elaine Amaro, Aline Araújo, Lila Kamayurá, Pablo Magalhães, Luiz Senna, Lino Ribeiro, João Gott, Luana Wernik e Fabrizia Posada.

Gênero: Ação, comédia, ficção científica, aventura

Duração: 99 minutos

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos


Sesc Ceilândia recebe oficina gratuita com espetáculo criado pela comunidade

Projeto com direção de Nei Cirqueira abre 25 vagas para jovens e adultos a partir de 15 anos. Inscrições vão de 22 a 30 de julho e a formação, gratuita, termina em espetáculo

Ceilândia recebe, a partir de agosto, uma oficina gratuita de teatro voltada à formação de novos artistas e de novos olhares sobre a própria cidade. Com direção de Nei Cirqueira, o projeto oferece 25 vagas para jovens e adultos a partir de 15 anos, preferencialmente moradores da região. As inscrições acontecem de 20 a 30 de julho, pelo link. As aulas começam em 4 de agosto no Sesc Ceilândia Norte (QNN 27 Área Especial S/N).

Durante quatro meses, os participantes se encontram às terças e sextas, das 14h às 17h, em uma formação que une prática e teoria. A oficina é aberta tanto a quem já tem experiência quanto a quem nunca pisou num palco, a proposta é que ninguém precise chegar pronto, mas disposto a criar.


O trabalho parte da metodologia do Teatro do Oprimido, criada por Augusto Boal, que transforma "espectadores" em "espect-atores": em vez de apenas assistir, o público entra em cena para identificar e discutir as opressões do cotidiano. A dramaturgia do espetáculo final é construída de forma colaborativa, a partir das vivências dos próprios participantes, para que a montagem reflita as realidades, as vozes e as demandas de Ceilândia.

Ao fim da formação, em novembro, o grupo apresenta o espetáculo criado ao longo da oficina, com sessões dedicadas a estudantes da rede pública, acompanhadas de material didático, palestras e debates. E para finalizar, uma sessão aberta ao público em geral. 

Diretor

Nei Cirqueira mora em Ceilândia há quase 30 anos e conhece de perto as realidades que agora sobem ao palco. É pós-graduado em Direção Teatral pela Faculdade Dulcina e licenciado em Artes Cênicas pela UnB, com ampla trajetória como docente (SEEDF, UnB, Dulcina de Moraes). Seu trabalho voluntário no CEF 17, em Ceilândia, deu origem ao grupo Arte em Expansão, e ele também coordenou o Festival de Teatro na Escola e o projeto Teatro na Mochila, voltados a estudantes do DF. Entre os prêmios que reúne estão o de Melhor Ator no Prêmio Sesc e o de Melhor Direção no Campeonato de Teatro Sub-17 da Funarte.

A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.


Serviço 

Teatro do Oprimido - Oficina de Montagem em Ceilândia

Inscrições: de 22 a 30 de julho de 2026 (até 12h do dia 30)

Vagas: 25, gratuito

Público: jovens e adultos a partir de 15 anos, preferencialmente moradores de Ceilândia

Início das aulas: 4 de agosto de 2026

Encontros: terças e sextas, das 14h às 17h (4 meses)

Local: Sesc Ceilândia (QNN 27, Área Especial S/N, Ceilândia Norte )

Inscrições pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf3n_73S1M0kB-DkCns6jNHgbPpIC0Oydkb79gr_2ZwZB4kLg/viewform?usp=publish-editor


Oficina gratuita une teatro e audiovisual no Riacho Fundo

Com câmera e projetor em cena, projeto dirigido por Rodrigo Lelis e Cleber Lopes forma jovens e adultos a partir de 15 anos e termina em espetáculo criado na própria comunidade; inscrições vão de 21 a 31 de julho.
O Riacho Fundo ganha, a partir de 3 de agosto, uma oficina gratuita de teatro voltada a jovens e adultos a partir de 15 anos, com preferência para moradores da região administrativa. Batizada de (entre) Real x Ficcional Oficina de Teatro/ Montagem, a formação oferece 20 vagas, com inscrições abertas de 21 a 31 de julho pelo link. Os encontros acontecem às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h, na Administração Regional do Riacho Fundo I (Quadra AC 3, lote 6).
Aberta tanto a quem já atua quanto a quem nunca subiu a um palco, a oficina reúne formação prática e teórica e propõe uma investigação sobre os limites entre a realidade e a ficção. Durante as aulas, câmera e projetor transmitem, em tempo real, a imagem dos alunos em cena, um exercício que coloca teatro e vídeo lado a lado e dá nome ao projeto. O percurso pedagógico se apoia nos estudos do diretor Constantin Stanislavski e de pesquisadores contemporâneos, e busca desenvolver, além da técnica interpretativa, habilidades de comunicação e autoconhecimento.
A oficina se estende por cerca de quatro meses e finaliza com a criação e montagem de um espetáculo, com dez apresentações. Oito serão exclusivas para estudantes de escolas públicas, acompanhadas de um programa educativo com material didático, palestras de mediação antes das sessões e rodas de conversa ao final. As outras duas serão abertas ao público em geral.
Equipe
À frente da oficina estão Rodrigo Lelis e Cleber Lopes, que se conheceram na graduação da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em 2000, e desde então mantêm uma parceria criativa. Lelis é reconhecido pela investigação do trabalho físico do ator e pela atuação como palhaço e iluminador, com passagem por grandes festivais e produções pelo Brasil. No audiovisual, participou da série Quadradinho (Globo Brasília) e do filme Valentina (Netflix), e recebeu o prêmio de melhor direção de arte no 54º Festival de Brasília pelo filme Filhos da Periferia.
Cleber Lopes é mestre pela Universidade de Brasília, onde pesquisou o hibridismo entre realidade e ficção na união entre teatro e vídeo, investigação que resultou no longa-metragem Frágil e na montagem teatral Há Vagas Para Moças de Fino Trato, na qual Lelis assina a direção técnica e a iluminação.
A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço
(entre) Real x Ficcional Oficina de Teatro/ Montagem
Público: jovens e adultos a partir de 15 anos (preferência para moradores do Riacho Fundo I)
Inscrições: de 21 a 31 de julho de 2026, até as 13h, pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd_J_mvGp-Ip1bEuSAuLShZh7gUHsspTtR2Mv15YsnV0Ah_UQ/viewform
Vagas: 20
Início: 3 de agosto de 2026
Encontros: segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h
Local: Administração Regional do Riacho Fundo I (Quadra AC 3, lote 6, Riacho Fundo I)
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Clipping

A Baú Comunicação Integrada oferece aos seus clientes no final do contrato um clipping. Podemos dizer que o clipping é um processo que consiste no monitoramento constante de matérias jornalísticas, para que sejam coletadas aquelas que fazem menção a uma determinada empresa. Com essas informações devidamente organizadas, é possível elaborar relatórios que auxiliam a empresa a disseminar informações de forma mais planejada, além de serem fundamentais para toda a gestão da informação. Atualmente, as empresas que oferecem esse serviço disponibilizam uma ampla cobertura que pode ir desde os sites e jornais impressos até as rádios e os canais de televisão, isso sem contar no monitoramento de opiniões dos leitores nessas mídias. Dessa forma, é possível que a empresa tome conhecimento de qualquer tipo de veiculação relacionada a ela e acompanhe o desempenho das ações de seu assessor. Fonte: Vinicius Santos, do Dino Blog



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