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ALGUNS TRABALHOS

Missão Inclusiva leva games, tecnologia e acessibilidade para pessoas com deficiência

Projeto gratuito no Gama reúne palestras, oficinas de criação de jogos e arenas com realidade virtual, consoles, simuladores de corrida, Just Dance e games retrô

Durante cinco dias, o universo dos jogos digitais será utilizado como ferramenta de inclusão, aprendizado e participação social no Gama. Entre os dias 17 e 21 de agosto, o Centro de Ensino Especial 01 do Gama recebe o Missão Inclusiva, projeto gratuito que promove uma programação educativa, cultural, social e tecnológica especialmente voltada aos alunos: crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência.

Com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa do Instituto Anjos Games em parceria com o Governo do Distrito Federal pretende atender diretamente cerca de 500 pessoas com deficiência, oferecendo experiências adaptadas e acessíveis com tecnologia, jogos digitais e inovação. A programação será realizada das 8h às 17h, com atividades planejadas para estimular a criatividade, o desenvolvimento de habilidades, a autonomia e o interesse por ciência e tecnologia.

Ao longo do período, o público poderá participar de palestras, oficinas de desenvolvimento de jogos digitais e arenas interativas, com equipamentos, softwares e recursos pensados para ampliar a acessibilidade. Entre as ferramentas previstas estão controles adaptados, personalização de comandos, legendas, audiodescrição e outras tecnologias assistivas.

Para Lucas Vinícius, presidente da Anjo Games e coordenador-geral do projeto, a proposta vai além do entretenimento e busca mostrar como os games podem contribuir para a educação e para a inclusão. “Mais do que proporcionar momentos de lazer, o projeto utiliza os games como uma poderosa ferramenta de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, estimulando habilidades como raciocínio lógico, coordenação motora, trabalho em equipe, criatividade, comunicação e resolução de problemas”.


Da tecnologia assistiva aos jogos digitais

Um dos destaques da programação serão as palestras “Tecnologia Assistiva e Inovação: Caminhos para uma Educação Mais Inclusiva”. Serão realizadas duas apresentações por dia, uma pela manhã e outra à tarde, com duração de 60 minutos. O sistema de rodízio dos estudantes pelo auditório permitirá que diferentes grupos tenham acesso ao conteúdo de maneira equilibrada.

As palestras abordarão como ciência, tecnologia e inovação podem contribuir para o desenvolvimento de ferramentas capazes de ampliar as possibilidades de aprendizagem e participação de pessoas com deficiência. Também serão apresentados exemplos de recursos digitais, aplicativos acessíveis e estratégias pedagógicas inclusivas, destacando a participação de professores e famílias no desenvolvimento acadêmico, social e emocional dos estudantes.

A programação também contará com 10 oficinas práticas de desenvolvimento de jogos digitais, realizadas com a plataforma Construct. As atividades terão duração de 60 minutos por turma e deverão atender aproximadamente 100 participantes. De forma adaptada e acessível, os alunos terão contato com conceitos básicos de lógica de programação, design de jogos, criatividade e construção de narrativas.


Arenas de games 

Outra atração do Missão Inclusiva será o conjunto de arenas tecnológicas e interativas. A proposta é permitir que os participantes experimentem diferentes modalidades de jogos em ambientes preparados para receber pessoas com diferentes necessidades de acessibilidade.

Na Arena Just Dance, música e movimento estarão no centro da experiência, com uma atividade voltada à diversão, à interação social e à prática de atividades físicas. Já a Arena Corrida contará com um cockpit de simulador, proporcionando uma experiência de automobilismo virtual com jogos de corrida.

A Arena Console reunirá jogos atuais e controles adaptados para pessoas com deficiência, enquanto a Arena PC Gamer oferecerá computadores de alto desempenho para experiências com jogos competitivos e cooperativos. Arena Retrô e Museu apresentará consoles clássicos, jogos icônicos e conteúdos relacionados à história dos videogames. O espaço contará ainda com recursos de acessibilidade e QR Codes com conteúdos visuais e auditivos.

Completando a programação, a Arena de Realidade Virtual (VR) proporcionará experiências imersivas, ampliando o contato dos participantes com diferentes possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais.


Acessibilidade como parte da experiência

A estrutura do projeto foi planejada para contemplar diferentes dimensões da acessibilidade, incluindo aspectos físicos, comunicacionais e atitudinais. Entre as medidas previstas estão rampas de acesso onde necessárias, vagas reservadas, intérpretes de Libras, comunicação acessível, tecnologias assistivas e capacitação da equipe para um atendimento humanizado.

A proposta é garantir que os participantes possam vivenciar as atividades com autonomia, dignidade e segurança, independentemente de suas necessidades específicas. O Missão Inclusiva está alinhado à Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), à Lei de Acessibilidade (Lei nº 10.098/2000), ao Decreto nº 37.843/2016 e à Portaria SECTI nº 117/2023.

SERVIÇO

Missão Inclusiva

De 17 a 21 de agosto, de segunda a sexta-feira

Das 8h às 17h

No Centro de Ensino Especial 01 do Gama - Setor Central EQ 55/56 – Gama

Entrada gratuita

Informações: www.instagram.com/missao_inclusiva 


Clima de quadrinhos marca a estreia do filme Manual do Herói nos cinemas

Dirigido por Fáuston da Silva, comédia de ação premiada no Festival de Brasília mistura humor e ficção científica em uma aventura imperdível

Enquanto Homem-Aranha: Um Novo Dia reacende o entusiasmo do público pelos super-heróis nas telonas, o cinema brasileiro apresenta seu próprio defensor. No dia 13 de agosto, estreia nacionalmente Manual do Herói, filme dirigido por Fáuston da Silva que transforma Ceilândia, no Distrito Federal, no cenário de uma aventura repleta de ação, humor e fantasia, protagonizada por um herói que descobre que "ser herói não é poder. É querer." 

Distribuído pela O2 Play e coproduzido pela Esmero Filmes e Hoje Filmes, o longa-metragem, dirigido e roteirizado por Fáuston da Silva, do premiado curta Meu Amigo Nietzsche, apresenta um universo original que dialoga com os quadrinhos, mas constrói uma identidade genuinamente. “Uma das perguntas que deram origem a Manual do Herói foi: como transportar para o Brasil uma mitologia tão ligada aos quadrinhos urbanos americanos? A partir daí, nosso esforço foi imaginar como esse universo poderia ganhar sotaque, ritmo, humor e contradições brasileiras”, explica o diretor. “Em vez de importar Gotham ou Nova York, a gente parte de Brasília e, mais especificamente, de Ceilândia, que funciona um pouco como o nosso Bronx: um território periférico, vibrante, cheio de identidade, tensão, cultura e personagens coloridos que parecem prontos para saltar de uma página de quadrinhos”, completa.

Roteiro e festivais

Durante um assalto, Agnus recebe um livro misterioso: o Manual do Herói. Ao mergulhar em suas páginas, encontra um mundo em ruínas, onde o pacto entre vilões e omissos ameaça consumir o que ainda resta de virtude. Entre desafios sobrenaturais, descobertas pessoais e grandes confrontos, o jovem precisa decidir se está disposto a assumir um papel capaz de transformar não apenas seu destino, mas o de todos ao seu redor.

Muito além de uma homenagem ao gênero dos super-heróis, Manual do Herói reinventa seus códigos a partir da realidade brasileira. A narrativa traz referências à cultura urbana, às periferias do Distrito Federal e à ancestralidade indígena, criando um universo inédito dentro do audiovisual nacional. 

O protagonista Agnus é interpretado por Eduardo Ydiriuá, vencedor do prêmio de Melhor Ator no 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro por sua atuação no filme.  Segundo ele, não tem como público não se identificar com o personagem. “Ele está na correria de todos os dias. É focado nos estudos, no trabalho, com problemas em casa e fora de casa”, descreve o ator, que nasceu em Samambaia, e é descendente do povo indígena Karajá, do Pará. “Todo mundo tem um herói dentro de você. Ser herói não é só ter superpoderes. É ser como o Agnus, que levanta de madrugada e vai dormir de madrugada, tentando balancear a vida profissional e a vida pessoal mesmo sendo muito jovem”, resume.

A produção também integrou a seleção oficial da 4ª OJU – Roda Sesc de Cinemas Negros e da Mostra de Cinema Rolê 22, consolidando seu reconhecimento antes mesmo da estreia comercial.

Além de Eduardo Ydiriuá, o elenco reúne Elaine Amaro, Aline Araújo, Lila Kamayurá, Pablo Magalhães, Luiz Senna, Lino Ribeiro, João Gott, Luana Wernik e Fabrizia Posada, formando um conjunto de personagens que amplia as possibilidades desse universo ficcional, concebido desde sua origem com potencial para futuras continuações. Há também participações especiais de Bruno Torres e Sérgio Sartório.

Manual do Herói conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Lei Paulo Gustavo.

Sobre o diretor

Fáuston da Silva é cineasta, roteirista e produtor brasiliense, formado em Audiovisual pela Universidade de Brasília (UnB). É diretor de Meu Amigo Nietzsche, um dos curtas-metragens mais premiados da história do cinema brasileiro, com mais de 100 prêmios e reconhecimentos em importantes festivais ao redor do mundo, incluindo o Festival de Brasília, Clermont-Ferrand, na França; e o Festival de Sapporo, no Japão. Ao longo da carreira, dirigiu também filmes como O Balãozinho Azul e A Terra em que Pisar. Manual do Herói marca sua estreia na direção de longas-metragens.

Ficha Técnica

Título: Manual do Herói

Direção e Roteiro: Fáuston da Silva

Produção: Esmero Filmes e Hoje Filmes

Distribuição: O2 Play

Elenco: Eduardo Ydiriuá, Elaine Amaro, Aline Araújo, Lila Kamayurá, Pablo Magalhães, Luiz Senna, Lino Ribeiro, João Gott, Luana Wernik e Fabrizia Posada.

Gênero: Ação, comédia, ficção científica, aventura

Duração: 99 minutos

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos


Sesc Ceilândia recebe oficina gratuita com espetáculo criado pela comunidade

Projeto com direção de Nei Cirqueira abre 25 vagas para jovens e adultos a partir de 15 anos. Inscrições vão de 22 a 30 de julho e a formação, gratuita, termina em espetáculo

Ceilândia recebe, a partir de agosto, uma oficina gratuita de teatro voltada à formação de novos artistas e de novos olhares sobre a própria cidade. Com direção de Nei Cirqueira, o projeto oferece 25 vagas para jovens e adultos a partir de 15 anos, preferencialmente moradores da região. As inscrições acontecem de 20 a 30 de julho, pelo link. As aulas começam em 4 de agosto no Sesc Ceilândia Norte (QNN 27 Área Especial S/N).

Durante quatro meses, os participantes se encontram às terças e sextas, das 14h às 17h, em uma formação que une prática e teoria. A oficina é aberta tanto a quem já tem experiência quanto a quem nunca pisou num palco, a proposta é que ninguém precise chegar pronto, mas disposto a criar.


O trabalho parte da metodologia do Teatro do Oprimido, criada por Augusto Boal, que transforma "espectadores" em "espect-atores": em vez de apenas assistir, o público entra em cena para identificar e discutir as opressões do cotidiano. A dramaturgia do espetáculo final é construída de forma colaborativa, a partir das vivências dos próprios participantes, para que a montagem reflita as realidades, as vozes e as demandas de Ceilândia.

Ao fim da formação, em novembro, o grupo apresenta o espetáculo criado ao longo da oficina, com sessões dedicadas a estudantes da rede pública, acompanhadas de material didático, palestras e debates. E para finalizar, uma sessão aberta ao público em geral. 

Diretor

Nei Cirqueira mora em Ceilândia há quase 30 anos e conhece de perto as realidades que agora sobem ao palco. É pós-graduado em Direção Teatral pela Faculdade Dulcina e licenciado em Artes Cênicas pela UnB, com ampla trajetória como docente (SEEDF, UnB, Dulcina de Moraes). Seu trabalho voluntário no CEF 17, em Ceilândia, deu origem ao grupo Arte em Expansão, e ele também coordenou o Festival de Teatro na Escola e o projeto Teatro na Mochila, voltados a estudantes do DF. Entre os prêmios que reúne estão o de Melhor Ator no Prêmio Sesc e o de Melhor Direção no Campeonato de Teatro Sub-17 da Funarte.

A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.


Serviço 

Teatro do Oprimido - Oficina de Montagem em Ceilândia

Inscrições: de 22 a 30 de julho de 2026 (até 12h do dia 30)

Vagas: 25, gratuito

Público: jovens e adultos a partir de 15 anos, preferencialmente moradores de Ceilândia

Início das aulas: 4 de agosto de 2026

Encontros: terças e sextas, das 14h às 17h (4 meses)

Local: Sesc Ceilândia (QNN 27, Área Especial S/N, Ceilândia Norte )

Inscrições pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf3n_73S1M0kB-DkCns6jNHgbPpIC0Oydkb79gr_2ZwZB4kLg/viewform?usp=publish-editor


Oficina gratuita une teatro e audiovisual no Riacho Fundo

Com câmera e projetor em cena, projeto dirigido por Rodrigo Lelis e Cleber Lopes forma jovens e adultos a partir de 15 anos e termina em espetáculo criado na própria comunidade; inscrições vão de 21 a 31 de julho.
O Riacho Fundo ganha, a partir de 3 de agosto, uma oficina gratuita de teatro voltada a jovens e adultos a partir de 15 anos, com preferência para moradores da região administrativa. Batizada de (entre) Real x Ficcional Oficina de Teatro/ Montagem, a formação oferece 20 vagas, com inscrições abertas de 21 a 31 de julho pelo link. Os encontros acontecem às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h, na Administração Regional do Riacho Fundo I (Quadra AC 3, lote 6).
Aberta tanto a quem já atua quanto a quem nunca subiu a um palco, a oficina reúne formação prática e teórica e propõe uma investigação sobre os limites entre a realidade e a ficção. Durante as aulas, câmera e projetor transmitem, em tempo real, a imagem dos alunos em cena, um exercício que coloca teatro e vídeo lado a lado e dá nome ao projeto. O percurso pedagógico se apoia nos estudos do diretor Constantin Stanislavski e de pesquisadores contemporâneos, e busca desenvolver, além da técnica interpretativa, habilidades de comunicação e autoconhecimento.
A oficina se estende por cerca de quatro meses e finaliza com a criação e montagem de um espetáculo, com dez apresentações. Oito serão exclusivas para estudantes de escolas públicas, acompanhadas de um programa educativo com material didático, palestras de mediação antes das sessões e rodas de conversa ao final. As outras duas serão abertas ao público em geral.
Equipe
À frente da oficina estão Rodrigo Lelis e Cleber Lopes, que se conheceram na graduação da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em 2000, e desde então mantêm uma parceria criativa. Lelis é reconhecido pela investigação do trabalho físico do ator e pela atuação como palhaço e iluminador, com passagem por grandes festivais e produções pelo Brasil. No audiovisual, participou da série Quadradinho (Globo Brasília) e do filme Valentina (Netflix), e recebeu o prêmio de melhor direção de arte no 54º Festival de Brasília pelo filme Filhos da Periferia.
Cleber Lopes é mestre pela Universidade de Brasília, onde pesquisou o hibridismo entre realidade e ficção na união entre teatro e vídeo, investigação que resultou no longa-metragem Frágil e na montagem teatral Há Vagas Para Moças de Fino Trato, na qual Lelis assina a direção técnica e a iluminação.
A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço
(entre) Real x Ficcional Oficina de Teatro/ Montagem
Público: jovens e adultos a partir de 15 anos (preferência para moradores do Riacho Fundo I)
Inscrições: de 21 a 31 de julho de 2026, até as 13h, pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd_J_mvGp-Ip1bEuSAuLShZh7gUHsspTtR2Mv15YsnV0Ah_UQ/viewform
Vagas: 20
Início: 3 de agosto de 2026
Encontros: segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h
Local: Administração Regional do Riacho Fundo I (Quadra AC 3, lote 6, Riacho Fundo I)
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“Espectro de Ser” estreia em Brasília com olhar autêntico e sensorial sobre o autismo

Espetáculo criado e protagonizado por artistas autistas estreia em julho e agosto com sessões acessíveis.

O espetáculo teatral inédito “Espectro de Ser” estreia em Brasília nos dias 30 e 31 de julho e 1 e 2 de agosto de 2026, no Teatro dos Ventos, no DUO MALL, em Águas Claras. Com apresentações gratuitas de quinta a sábado, às 20h e domingo às 19h, a montagem aborda, de forma criativa e sensorial, os desafios e as particularidades do Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente nas manifestações mais sutis, como o nível 1 de suporte.

Criado por artistas autistas, o trabalho coloca em cena temas como interação social, comunicação, sensibilidade sensorial e comportamentos repetitivos. O espetáculo propõe ao público adulto uma reflexão madura sobre a diversidade de modos de ser e estar no mundo, rompendo estereótipos e valorizando a complexidade da experiência autista.

Todas as quatro sessões foram pensadas para acolher públicos diversos. Duas apresentações contam com interpretação em Libras e outras duas com audiodescrição ao vivo. O Teatro dos Ventos oferece acessibilidade estrutural.

A concepção original é de Mattoso Ribeiro e Lidia Olinto, que assina a direção e encenação. A dramaturgia, desenvolvida em processo colaborativo, é de Cristiano Moutella, Mattoso Ribeiro, Lidia Olinto, Silvia Paes e Gabriel Gabor. 

“Foi uma dinâmica bem fluida em que todos são de fato autores do texto, e foi elaborada a partir de encontros em que as vivências e questões dos artistas autistas foram relatadas e trabalhadas cenicamente, especialmente as do protagonista, e também a partir de pesquisas sobre o tema e de depoimentos de outros autistas”, explica a diretora Lidia Olinto. 

No elenco, Mattoso Ribeiro divide o palco com Silvia Paes. A trilha sonora original, composta e executada por artistas autistas: Clara Lua Guerra, Rafael Bacellar e Sombrio da Silva, dialoga diretamente com temas como hiperfoco e repetição. Clara Lua Guerra assina as letras das canções. Cenografia e figurino são de Maria Villar e Gabriel Gabor, e a iluminação é de Ana Quintas.

“Os autistas que estão na equipe fazem uma diferença enorme. Foi quando os músicos e a equipe de acessibilidade entraram, todos autistas, que o trabalho começou a ficar muito melhor. Eles ajudam a pensar a cena musicalmente e a pensar as formas de comunicação para pessoas com outros tipos de deficiência, porque trazem vivências que agregam muito à equipe”, explica o ator e diretor musical, Mattoso Ribeiro.

Para ele, é comum encontrar informações superficiais, quando se pesquisa sobre o tema. “Na maioria das vezes é uma visão médica, de profissionais que não são autistas, ou a perspectiva de mães de pessoas autistas. Quando quem fala é a pessoa autista adulta, aparecem outras camadas, porque às vezes elas são vistas só como um conjunto de laudos e questões, e não como alguém com uma subjetividade complexa.”

O projeto se destaca pela autenticidade, parte da equipe de criação são pessoas autistas, e oferece um olhar interno raro nos palcos e amplia a compreensão sobre o TEA com respeito e representatividade. 

Haverá transporte gratuito para pessoas com deficiência. Para solicitar uma vaga, basta entrar em contato pelo Instagram @espectrodeser. A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.


SERVIÇO

Espetáculo Espectro de Ser  

Datas: 30/07, às 20h - com intérprete de LIBRAS

31/07, 20h - Audiodescrição

01/08, 20h - Audiodescrição

02/08, 19h - com intérprete de LIBRAS     

Horários: Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h     

Local: Teatro dos Ventos (DUO MALL R. 19 Norte, Águas Claras)

Ingressos: Gratuitos, mediante retirada pelo Sympla https://www.sympla.com.br/produtor/jurumim

Transporte para PCDs: Solicite uma vaga pelo perfil @espectrodeser.

Fotos e vídeo: https://drive.google.com/drive/folders/1G0EW7p1vw68qnc2SbUY5ubfq6w2ZdU_D?usp=drive_link

Ficha Técnica

Concepção Original: Mattoso Ribeiro e Lidia Olinto

Direção e Encenação: Lidia Olinto

Dramaturgista: Cristiano Moutella

Dramaturgia em Processo Colaborativo: Cristiano Moutella,  Mattoso Ribeiro, Lidia Olinto, Silvia Paes e Gabriel Gabor

Elenco: Mattoso Ribeiro e Silvia Paes

Direção Musical: Mattoso Ribeiro

Composição e Execução Musical: Clara Lua Guerra, Mattoso Ribeiro, Rafael Bacellar e Sombrio da Silva

Letrista de Canções Originais: Clara Lua Guerra

Cenografia e Figurino: Maria Villar e Gabriel Gabor

Iluminação: Ana Quintas

Provocador Cênico: Fernando Villar

Assistente de Direção: Gabriel Gabor

Operação de Som: Pê Pereira

Consultoria em Acessibilidade: Mônica Gaspar

LIBRAS: Bárbara Barbosa

Audiodescrição: Cris Silveira

Audiodescrição da Divulgação: Rita Louzeiro

Mobilização: Denise Braga

Design Gráfico: Miguel Haru

Fotos de divulgação: Isadora Lima

Vídeo registro: Juanis Moraes

Assessoria de Imprensa: Camila Maxi

Assessoria de Mídias Digitais: Raísa Curty

Gestão: Pedro Caroca

Coordenação de Produção: Artur Cavalcante


Inscrições abertas para oficina gratuita de teatro musical em Taguatinga

 Iniciativa oferece a estudantes a partir de 14 anos a chance de subir ao palco em um espetáculo musical inédito voltado à educação antirracista, com inscrições abertas a partir de 14 de julho

Estão abertas, de 14 a 28 de julho de 2026, as inscrições para a Oficina Ópera Suburbana, de teatro musical, canto e expressão corporal. As atividades são gratuitas e voltadas a jovens a partir de 14 anos, preferencialmente pretos e residentes de Taguatinga. São 20 vagas. Inscrições pelo link.

A oficina acontece no Centro Cultural Recita (Setor Hoteleiro CSA 1, Taguatinga Centro), com início em 30 de julho de 2026. Os encontros seguem por cinco meses, às quintas-feiras, das 14h às 17h, e aos sábados, das 9h às 12h, até novembro. Não é necessário ter experiência prévia em teatro ou música, o processo seletivo busca interesse, compromisso e vontade de aprender.

Ao final do processo, os participantes vão montar e apresentar o espetáculo musical "Ópera Suburbana", com cinco apresentações em Taguatinga. Quatro delas serão exclusivas para estudantes de escolas públicas do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, a partir de 12 anos, acompanhadas de um programa educativo com material didático, palestras e debates.

Sobre a oficina

A montagem usa estéticas afro-brasileiras para tratar o racismo estrutural e promover práticas antirracistas, com foco em desenvolver consciência crítica entre os participantes e gerar impacto educativo, especialmente entre estudantes de escolas públicas. Os encontros trabalham técnicas de teatro musical, como canto, dança, interpretação dramática, expressão corporal e vocal, além de elementos de dramaturgia e encenação.

O projeto também propõe discussões sobre representatividade e valorização das expressões artísticas de pessoas pretas, na perspectiva de reconhecer a cultura afro-brasileira como parte da formação da identidade nacional.

Equipe

A direção é de Ricardo César, com 35 anos de carreira e mestrado em teatro educativo, com pesquisa voltada ao teatro negro e às suas possibilidades de uso na descolonização. A preparação vocal é do artista Martin Filho

A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.


Serviço 

Oficina Ópera Suburbana

Inscrições: de 14 a 28 de julho de 2026, pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdVsfoB7hdUobC6jWLPKrqE00vmR5opzlWnDWpJSrCGOPE2LQ/viewform

Vagas: gratuitas e limitadas

Local: Centro Cultural Recita (Setor Hoteleiro CSA 1 – Taguatinga Centro)

Informações: @operasuburbana


Clipping

A Baú Comunicação Integrada oferece aos seus clientes no final do contrato um clipping. Podemos dizer que o clipping é um processo que consiste no monitoramento constante de matérias jornalísticas, para que sejam coletadas aquelas que fazem menção a uma determinada empresa. Com essas informações devidamente organizadas, é possível elaborar relatórios que auxiliam a empresa a disseminar informações de forma mais planejada, além de serem fundamentais para toda a gestão da informação. Atualmente, as empresas que oferecem esse serviço disponibilizam uma ampla cobertura que pode ir desde os sites e jornais impressos até as rádios e os canais de televisão, isso sem contar no monitoramento de opiniões dos leitores nessas mídias. Dessa forma, é possível que a empresa tome conhecimento de qualquer tipo de veiculação relacionada a ela e acompanhe o desempenho das ações de seu assessor. Fonte: Vinicius Santos, do Dino Blog



Contato
Michel Toronaga
61 98185-8595
Brasília - DF