sexta-feira, 11 de maio de 2018

Nota oficial sobre o espetáculo teatral O Auto da Camisinha
Encenada mais de 600 vezes na cidade e com direito a apresentações internacionais (nos Estados Unidos e São Tomé e Príncipe), a montagem O Auto da Camisinha, com texto clássico de José Mapurunga, é alvo de críticas após um trecho da peça ser divulgado e mal interpretado. O cordel O Auto da Camisinha já ganhou inúmeras releituras, tanto no teatro quanto no cinema, como é o caso do média-metragem homônimo dirigido por Clébio Viriato Ribeiro e estrelado por Chico Anysio. 

O texto é atual, pois clama pela importância da prevenção para o combate às doenças sexualmente transmissíveis. Após nove anos de estrada com o espetáculo mundo afora, a Hierofante Companhia de Teatro, um grupo tipicamente brasiliense, nascido na Ceilândia, escolheu o ano de 2018 para percorrer de novo as escolas do Distrito Federal. “A arte tem um papel muito importante na sociedade ao levar, além da arte, o entretenimento e informação para a transformação do ser”, explica Anderson Floriano, ator e diretor que está à frente da cia Hierofante nos dias de hoje. 


A Rolinha 
Um dos motivos da polêmica é um trecho de uma música da premiada cantora nordestina Selma do Coco. O vídeo divulgado consta apenas o verso “Pega, pega a minha rôla” sendo que, no espetáculo, a música é cantada inteira. “Informamos que é uma homenagem à música da cultura popular da premiada cantora Selma do Coco, A Rolinha de 1996, que utiliza de humor em um ritmo para remontar as origens do quilombo brasileiro”, esclarece Anderson. 

Fotos: Anderson dos Reis
Selma do Coco, falecida em 2016, ficou conhecida por vender tapiocas pelas ruas de Pernambuco enquanto cantava suas músicas. Foi descoberta por Chico Science e se tornou amiga de outros nomes do movimento Mangue Beat, sendo considerada até hoje um importante nome da cultura nordestina. Ela chegou a participar de festivais de músicas, como o Abril Pro-Rock de Refice, em 1996; e o New Orleans Jazz & Heritage Festival, na cidade americana, em 2001. Selma também fez turnê pela Europa e sua icônica canção A Rolinha chegou a embalar os carnavais de Recife e do Brasil no final dos anos 90. 

Orientação sexual 
A peça teatral Auto da Camisinha completa 19 anos e, desta vez, retorna às escolas do Distrito Federal. “É importante salientar que está previsto na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira o ensino e orientação sexual nas escolas constando em seus parâmetros curriculares nacionais”, comenta Anderson. “Da mesma maneira, o espetáculo em questão traz em sua tônica a prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, utilizando do humor para trazer informações salutares sobre as enfermidades causadas por essas doenças. A trajetória do espetáculo remonta uma história de quase 20 anos de apresentações visando à prática de sexo seguro, sem em nenhum momento estimular ou vulgarizar o sexo. Nesse período, sempre foi apoiado em suas ações por órgãos governamentais como o Ministério da Saúde e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), sempre no intuito de transmitir a população formas de se prevenir dessas doenças e até mesmo a gravidez indesejada ou precoce”, completa. 


“Concordamos que os pais devem participar da vida escolar de seus filhos para compreender todas as ações que são incorporadas em seu aprendizado, porém lamentamos que mesmo que possam dizer que é um “absurdo”, que se acredite que não se deve ensinar a se prevenir, utilizando de preconceitos e desinformação. Lembramos que a AIDS está no mundo, contaminando sem preconceitos, sem olhar se concorda ou não com o espetáculo ora em questão e se mesmo assim acreditar que não existe relação sexual entre jovens, adolescentes e adultos é apenas mera hipocrisia”, afirma. “O Auto da Camisinha, na verdade, foi escrito para teatro. Conseguimos a autorização e montamos. O resultado: mais de 300 mil pessoas já nos assistiram desde que estamos em cartaz”, destaca Anderson Floriano. 

Figurino 
Outro ponto que tem chamado a atenção é o figurino dos atores. “Em relação à fantasia e à demonstração da camisinha em cena, o intuito é meramente o de ensinar os jovens a se prevenirem. O assunto em torno do sexo ainda é um tabu em nossa sociedade. No entanto, os jovens sabem o que é sexo, mas muitas vezes não sabem como se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis. Ou seja, não praticam o sexo seguro”, lamenta Anderson. 

“A intenção da peça em momento algum é a de tratar pelo lado erótico do assunto. Mas, sim, mostrar de uma forma lúdica, que é preciso sim se prevenir. Tudo isto mostramos de uma forma poética, educativa, em cordéis que nada têm de erótico . Não à toa, a peça já foi apresentada em cerca de 200 escolas. Já teve, ainda, o apoio do Ministério da Saúde e grande aceitação do público”, conclui, Anderson. 


Repercussão positiva internacional
O sucesso do espetáculo foi tanto que eles receberam convites e foram se apresentar em São Tomé e Príncipe, na África; e em Nova York (EUA). A companhia contou, ainda, com vários patrocínios como do Ministério da Saúde. Após um hiato de quase um ano, em 2016, eles voltaram com a peça em 2017 com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Agora, o cenário será as escolas para os jovens acima de 12 anos do DF. “Este público necessita de informação. E nada melhor que informar de uma forma leve, divertida e interativa. Isto é o que fazemos neste espetáculo”, pontua Floriano. Segundo ele, o foco agora é trazer o assunto novamente à tona. “Com o maior acesso aos remédios que tratam a AIDS, os jovens relaxaram, mesmo sabendo que não há cura. E muitos estão engravidando muito cedo ou com outros tipos de doenças sexualmente transmissíveis. Ou, claro, com o próprio HIV. Nossa ideia é impedir esta situação e trazer o assunto de volta para as pautas”, explica Anderson Floriano. 

No DF, o foco, desta vez, será as regiões de Planaltina, Vale do Amanhecer, Sobradinho I e Sobradinho II. No entanto, qualquer escola que quiser abrir um chamado para conscientização dos alunos pode entrar em contato com a companhia pelo e-mail: hierofante@abordo.com.br e solicitar o espetáculo. O Auto da Camisinha tem o patrocínio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e do FAC - Fundo de Apoio à Cultura. 

O Auto da Camisinha 
O texto de José Mapurunga foi escrito em linguagem de cordel, de fácil assimilação e conta a saga de um casal sertanejo que se prepara para a primeira relação amorosa. Os enamorados são Benedito (Anderson Floriano) – um quixote ingênuo e apaixonado – e Lionor, uma beldade ardente que faz do uso da camisinha uma questão de respeito. O cordel remete a personagens populares. O desejo e o instinto dos amantes viram um alvo de uma batalha entre o Diabo versus o Anjo de Guarda. Com orientação dos seus protetores, Benedito se conscientiza de que a camisinha é a chave para o amor sem medo. Além destes personagens, a peça conta ainda com uma costureira que irá ensinar para o matuto que camisinha não é uma camisa pequena. 

Há, também, a figura do padrinho que, fazendo uso de um pênis inflável gigante, vai ensinar Benedito e os alunos a colocarem a camisinha. Algo que, segundo Anderson Floriano, nem todo o público consegue fazer. “Por incrível que pareça muitos jovens não sabem. Ou não querem usar. Outro ponto interessante é que em época de empoderamento feminino mostramos também que a decisão é sempre da mulher.É ela que decide se vai ou não para a cama. Se uma mulher diz não, é não!”, ressalta. E a personagem de Lionor deixa claro: “No sertão, o que não falta é amor. Sem camisinha, é não”. Os outros personagens, incluindo Lionor, são interpretados pelos atores Tainá Ramos e Diogo Cerrado que se revezam nas cenas. A direção é de Humberto Pedrancini. A peça promove, ainda, um debate ao final de cada sessão para o esclarecimento das dúvidas dos alunos e professores. 

Sobre a Hierofante Companhia de Teatro 
A Hierofante Companhia de Teatro tem se destacado pela elaboração de textos voltados para o desenvolvimento social e que prezam pela estética brasileira, no que diz respeito ao imaginário do povo. Por isto, muitas vezes os integrantes valem-se da linguagem de cordel. Ao longo dos anos foi formada por mais de 20 atores e com mais de 23 anos na ativa, a cia é dirigida, atualmente, por Anderson Floriano, Edmilson Braga, Daniela Josper e Anderson dos Reis. 

No total, eles acumulam mais de 23 espetáculos, muitos de rua, já que a companhia preza pelo teatro que chega diretamente no povo. O Auto da Camisinha, espetáculo com direção de Humberto Pedrancini, está em cartaz desde 1999. Ao todo, foram feitas mais de 600 apresentações pelos quatro cantos do Brasil. A peça foi, ainda, convidada para ir a Nova York (EUA) e para São Tomé e Príncipe, na África. O grupo tem sua sede em Ceilândia. 

Ficha técnica 
Texto: José Mapurunga Direção: Humberto Pedrancini Elenco: Diogo Cerrado, Anderson Floriano e Tainá Ramos. Coordenação e Gestão: Anderson Floriano Figurinos: Sônia Paiva Confecção de figurinos: Terezinha Dias Confecção de adereços: Tete Alcândida Produção: Anderson dos Reis Assistente de Produção: Leonardo Ferreira e Rafael Ristoff Ilustração: Broba Assessoria de imprensa: Baú Comunicação Integrada

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